5
“E contentai-vos com vosso soldo.”
– João Batista.
(Lucas, 3: 14.)
A
|
resposta de João Batista aos
soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo de concisão e bom censo.
Muita gente se perde
através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão edificante
acerca dos problemas de remuneração na vida comum.
Operários existem que
reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das graves
responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em
vitimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de
representações e banquetes.
Há homens cultos que
vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.
Inúmeras pessoas
seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes, enfermas e
aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as circunstâncias
do caminho humano lhes assinalam, dentro dos Imperscrutáveis Desígnios.
Não é por demasia de
remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.
Se
um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto mais
altamente pago, estará mais intranquilo.
Desde muito, esclarece
a filosofia popular que para grande nau surgirá a grande tormenta. Contentar-se
cada servidor com o próprio salário é prova de elevada compreensão, ante a
justiça do Todo-Poderoso.
Antes, pois, de
analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões do Céu.
Mensagem extraída do
Livro
Pão Nosso [ditado
pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 29. ed.
– 5. Pg. 25. 4ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011.
(Coleção Fonte Viva, 2)
Nenhum comentário:
Postar um comentário