sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Salários



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“E contentai-vos com vosso soldo.”
 – João Batista.
(Lucas, 3: 14.)
A   

resposta de João Batista aos soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo de concisão e bom censo.
                         Muita gente se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão edificante acerca dos problemas de remuneração na vida comum.
                         Operários existem que reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das graves responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em vitimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de representações e banquetes.
                         Há homens cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.
                         Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes, enfermas e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as circunstâncias do caminho humano lhes assinalam, dentro dos Imperscrutáveis Desígnios.
                         Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.
                         Se um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto mais altamente pago, estará mais intranquilo.
                         Desde muito, esclarece a filosofia popular que para grande nau surgirá a grande tormenta. Contentar-se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada compreensão, ante a justiça do Todo-Poderoso.
                         Antes, pois, de analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões do Céu.

Mensagem extraída do Livro
Pão Nosso [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 29. ed. – 5. Pg. 25. 4ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011. (Coleção Fonte Viva, 2)

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