terça-feira, 30 de setembro de 2014

Mãos à obra



1

“Que farei, pois, irmãos? Quando
Vos ajuntais, cada um de vós tem
 Salmo, tem doutrina, tem revelação,
Tem língua, tem interpretação. faça-
Se tudo para edificação.” – Paulo.
(I Coríntios, 14:26.)
A

igreja de Corinto lutava com certa dificuldades mais fortes, quando Paulo lhe escreveu a observação aqui transcrita.
                         O conteúdo da carta apreciava diversos problemas espirituais dos companheiros do Peloponeso, mas podemos insular o versículo e aplica-lo a certas situações dos novos agrupamentos cristãos, formados no ambiente do Espiritismo, na revivescência do Evangelho.
                         Quase sempre notamos intensa preocupação nos trabalhadores, por novidades em fenomenologia e revelação.
                         Alguns núcleos costumam paralisar atividades quando não dispõem de médiuns adestrados.
                         Por que?
                         Médium algum solucionará, em definitivo, o problema fundamental da iluminação dos companheiros.
                         Nossa tarefa espiritual seria absurda se estivesse circunscrita à frequência mecânica de muitos, a um centro qualquer, simplesmente para assinalarem o esforço de alguns poucos.
                         Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a todos e que é imprescindível se movimente cada qual no serviço edificante que lhe compete. Ninguém alegue ausência de novidades quando vultosas concessões da esfera superior aguardam a firme decisão do aprendiz de boa vontade, no sentido de conhecer a vida e elevar-se.
                         Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar e de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da luz, no aperfeiçoamento indispensável.
                        
                              
                        
Mensagem extraída do Livro
Pão Nosso [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 29. ed. – 1. Pg. 17. 4ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011. (Coleção Fonte Viva, 2)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Consegues ir?



5


“Vinde a mim...” – Jesus.
(Mateus, 11:28.)
O

crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.
                         Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante...
                         Contudo, se é fácil ouvir e repetir o “vinde a mim” do senhor, quão difícil é “ir para Ele”!
                         Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado forte; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desanimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
                         Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal...
                         Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia.
                         Em suma, é muito doce escutar o “vinde a mim”...
                         Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?
                        

Mensagem extraída do Livro
Fonte Viva [ditado pelo Espírito] Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 36. ed. – 5. Pg. 25. 1ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.

sábado, 27 de setembro de 2014

Cada qual



4

“Ora há diversidade de dons, mas o
Espírito é o mesmo.” – Paulo.
(I Coríntios, 12: 4.)
E

m todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
                         Aprender e ensinar constituem tarefa de cada hora, para eu colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
                         Quem administra, mais frequentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
                     Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
                         O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
                         O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
                         O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasião.
                         O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
                         O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa vontade.
                         O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
                         O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
                         Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
                     Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera do trabalho em eu nos encontramos.
                         Reparar a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade divina acima de teus desejos, e a Vontade Divina te aprovará.

Mensagem extraída do Livro
Fonte Viva [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 36. ed. – 4. Pg. 23. 1ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Na grande ramagem



3

“Pela fé, Abraão, sendo chamado,
Obedeceu, indo para um lugar que
Havia de receber por herança; e saiu,
Sem saber para onde ia.” – Paulo.
(Hebreus, 11: 8.)
        P

 ela fé, o aprendiz do Evangelho é chamado, como Abraão, à sublime herança que lhe é destinada.
                         A conscrição atinge a todos.
                         O grande patriarca hebreu saiu sem saber para onde ia...
                         E nós, por nossa vez, devemos erguer o coração e partir igualmente.
                         Ignoramos as estações de contato na ramagem enorme, mas estamos informados de que o nosso objetivo é Cristo Jesus.
                         Quantas vezes seremos constrangidos a pisar sobre espinheiros da calúnia? quantas vezes transitaremos pelo trilho escabroso da incompreensão? quantos aguaceiros de lágrimas nos alcançarão o espírito? Quantas nuvens estarão interpostas, entre o nosso pensamento e o céu, em largos trechos da senda?
                         Insolúvel a resposta.
                         Importa, contudo, marchar sempre, no caminho interior da própria redenção, sem esmorecimento.
                         Hoje, é o suor intensivo; amanhã, é a responsabilidade; depois, é o sofrimento, em seguida, é a solidão...
                         Ainda assim, é indispensável seguir sem desânimo.
                         Quando não seja possível avançar dois passos por dia, desloquemo-nos para adiante, pelos menos, alguns milímetros...
                         Abre-se a vanguarda em horizontes novos de entendimento e bondade, iluminação espiritual e progresso na virtude.
                         Subamos, sem repouso, pela montanha escarpada:
                         Vencendo desertos...
                         Superando dificuldade...
                         Varando nevoeiros...
                         Eliminando obstáculos...
                         Abraão obedeceu, sem saber para onde ia, e encontrou a realização da sua felicidade.
                         Obedeçamos, por nossa vez, conscientes de nossa destinação e convictos de que o Senhor nos espera, além da nossa cruz, nos cimos resplandecentes da eterna ressurreição.
                        
Mensagem extraída do Livro
Fonte Viva [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 36. ed. – 3. Pg. 21. 1ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.