quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Na grande ramagem



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“Pela fé, Abraão, sendo chamado,
Obedeceu, indo para um lugar que
Havia de receber por herança; e saiu,
Sem saber para onde ia.” – Paulo.
(Hebreus, 11: 8.)
        P

 ela fé, o aprendiz do Evangelho é chamado, como Abraão, à sublime herança que lhe é destinada.
                         A conscrição atinge a todos.
                         O grande patriarca hebreu saiu sem saber para onde ia...
                         E nós, por nossa vez, devemos erguer o coração e partir igualmente.
                         Ignoramos as estações de contato na ramagem enorme, mas estamos informados de que o nosso objetivo é Cristo Jesus.
                         Quantas vezes seremos constrangidos a pisar sobre espinheiros da calúnia? quantas vezes transitaremos pelo trilho escabroso da incompreensão? quantos aguaceiros de lágrimas nos alcançarão o espírito? Quantas nuvens estarão interpostas, entre o nosso pensamento e o céu, em largos trechos da senda?
                         Insolúvel a resposta.
                         Importa, contudo, marchar sempre, no caminho interior da própria redenção, sem esmorecimento.
                         Hoje, é o suor intensivo; amanhã, é a responsabilidade; depois, é o sofrimento, em seguida, é a solidão...
                         Ainda assim, é indispensável seguir sem desânimo.
                         Quando não seja possível avançar dois passos por dia, desloquemo-nos para adiante, pelos menos, alguns milímetros...
                         Abre-se a vanguarda em horizontes novos de entendimento e bondade, iluminação espiritual e progresso na virtude.
                         Subamos, sem repouso, pela montanha escarpada:
                         Vencendo desertos...
                         Superando dificuldade...
                         Varando nevoeiros...
                         Eliminando obstáculos...
                         Abraão obedeceu, sem saber para onde ia, e encontrou a realização da sua felicidade.
                         Obedeçamos, por nossa vez, conscientes de nossa destinação e convictos de que o Senhor nos espera, além da nossa cruz, nos cimos resplandecentes da eterna ressurreição.
                        
Mensagem extraída do Livro
Fonte Viva [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 36. ed. – 3. Pg. 21. 1ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.

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