terça-feira, 7 de outubro de 2014

O arado



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“E Jesus lhe disse: Ninguém, que 
Lança mão do arado e olha para trás
 É apto para o reino de Deus.”
(Lucas, 9:62.)
Aqui, vemos Jesus utilizar na edificação do Reino Divino um dos mais belos símbolos.

                         Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens. Poderia reportar-se às leis do mundo, aos deveres sociais, aos textos da profecia, mas prefere fixar o ensinamento em bases mais simples.
                         O arado é aparelho de todos os tempos. É pesado, demanda esforço de colaboração entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a terra para que produza. Constrói o berço das sementeiras e, à sua passagem, o terreno cede para que a chuva, o Sol e os adubos sejam convenientemente aproveitados.
                         É necessário, pois, que o discípulo sincero tome lições com o Divino cultivador, abraçando-se ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele retirar as mãos, de modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.
                         Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento  para nosso espírito, no sol de amor que nos vem verificando há muitos milênios, nos adubos preciosos eu temos recusado, por preferimos a ociosidade e a indiferença.
                         Examinemos tudo isto e reflitamos no símbolo de Jesus.
                         Um arado promete serviço, disciplina, aflição depois e cansaço; no entanto, não se deve esquecer que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos.

Mensagem extraída do Livro
Pão Nosso [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 29. ed. – 3. Pg. 21. 4ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011. (Coleção Fonte Viva, 2)

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