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“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada
Glória para todo o sempre.”
– Paulo.
(Filipenses,4:20.)
Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras:
- Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez.
Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silencio:
- Bendito seja o malho que me deu forma.
Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz:
- Bendita seja a lamina que me cortou cruelmente, preparando-me a beleza.
Quando a seda luziu, formosa, no templo, asseverava no íntimo:
- Bendito seja a feia lagarta que me deu vida.
Quando a flor se entreabriu, veludosa e sublime, agradeceu, apressada:
- Bendita a terra escura que me encheu de perfume.
Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz:
- Bendito seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio.
Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na cassa de Deus.
Agradeçamos a tempestade que remova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.
A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra.
Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre.
Mensagem extraída do Livro
Fonte Viva [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 36. ed. – 11. Pg. 38. 1ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008. (Coleção Fonte Viva, 1)
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