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“Certamente cedo venho.”
(Apocalipse,2 2: 20.)
Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem, a atitude eu lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma criança que desconhece o valor do tempo.
Dias e noites são curtos para a internação em alegorias e aventuras fantasiosas. Engodos mil da ilusão efêmeras lhe obscurecem o olhar e as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda. Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a conceituação do dia.
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e frutescência para a Natureza.
Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas forças para enriquecer os minutos ou amplia-los, favorecendo as próprias energias.
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-o nos ângulos da expectativa ou de entretenimento, sem que lhe seja dado recuperar os anos perdidos.
Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: - “Certamente, cedo venho.”.
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.
Mensagem extraída do Livro
Fonte Viva [ditado pelo] Espírito Emmanuel; [Psicografado por] Francisco Candido Xavier. – 36. ed. – 10. Pg. 37. 1ª reimpressão – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008. (Coleção Fonte Viva, 1)
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